imagem com logos e parceria do IPSConsumo e Instituto Viva

 

Consumo e alimentos como agenda estratégica de segurança

Conectar alimentação e consumo é fundamental para escolhas mais seguras. O IPS Consumo e Instituto VIVA unem ciência, regulamentação e educação para orientar escolhas, fortalecer políticas públicas, apoiar a rotulagem de alimentos responsável e informar sobre os alimentos industrializados 


Resumo em pontos

  • Por que IPS Consumo e Instituto Viva atuam de forma integrada
  • Como escolhas alimentares e escolhas de consumo se conectam
  • Impactos regulatórios e científicos no cotidiano do cidadão
  • Relevância da rotulagem e da publicidade responsáveis
  • Como empresas, Estado e consumidores compartilham responsabilidades
  • O papel da informação de qualidade na segurança alimentar e dos alimentos

O debate sobre consumo e alimentos ganhou centralidade nas decisões que impactam a saúde do cidadão. Mais do que uma questão individual, as escolhas alimentares envolvem segurança dos alimentos, regulamentação, práticas de mercado, rotulagem, publicidade e acesso à informação qualificada. É nesse contexto que IPS Consumo e Instituto Viva atuam de forma integrada, conectando ciência, direito do consumidor e educação para apoiar decisões mais seguras, responsáveis e alinhadas ao interesse público.

Rotulagem e publicidade: quando nutrição e consumo se cruzam

A rotulagem e a comunicação mercadológica são áreas nas quais nutrição e relações de consumo se encontram de forma direta. A RDC 429/2020 e a IN 75/2020 estabeleceram pilares como a tabela nutricional padronizada, alegações permitidas e os símbolos frontais de advertência — “lupa” — que ajudam o consumidor a comparar produtos, identificar informações nutricionais e fazer suas escolhas.

Elementos antes restritos a especialistas, como açúcares adicionados, fibras ou nutrientes críticos, tornaram-se essenciais para interpretar corretamente o rótulo. Já a publicidade de alimentos enfrenta debates estruturais, especialmente em produtos voltados ao público infantil e alimentos processados. Esse cenário exige equilíbrio entre liberdade de comunicação, responsabilidade social e proteção da saúde — reforçando a necessidade de informação neutra e baseada em evidências científicas.

Consumo, ciência e comportamento: um triângulo inseparável

Para o IPS Consumo e o Instituto Viva, o desafio é aproximar o ritmo da ciência ao da regulamentação e do mercado. Categorias como produtos proteicos, suplementos nutricionais e bebidas lácteas com apelos de saudabilidade mostram como a percepção de benefício à saúde e a conformidade regulatória devem andar juntas.

Quando o consumidor vê uma informação  nutricional na embalagem, ele atribui valor. Quando identifica nutrientes críticos, como sal, açúcar e gorduras, em especial as gorduras saturadas, ajusta sua decisão. Mas quando encontra publicidade com termos vagos ou exagerados, pode ser induzido ao erro. É por isso que os dois institutos decidiram atuar de forma integrada: traduzindo ciência, legislação e comportamento para uma linguagem acessível, precisa e responsável.

Responsabilidade compartilhada

A segurança dos alimentos depende de ações articuladas entre todos os atores da sociedade:

Consumidor

  • Ler rótulos com atenção e desconfiar de mensagens exageradas.
  • Pesquisar canais de atendimento e a idoneidade do vendedor, especialmente nos meios digitais.

Empresas

  • Alinhar composição, rótulo e comunicação.
  • Revisar publicidade, garantir rastreabilidade e investir em governança técnica.
  • Inovar proativamente com boas práticas para a promoção do benefício da segurança de alimentos para a população que transcende a leitura individual do rótulo.

Reguladores e órgãos de defesa

  • Atualizar normas conforme avanços científicos.
  • Fiscalizar práticas que possam induzir ao erro.
  • Importante incluir item sobre educação e orientação ao cidadão.

Sociedade

  • Priorizar fontes confiáveis e baseadas em evidências.
  • Evitar promessas simplistas sobre saúde e alimentação.
  • Compreender que a importância do tema para o desenvolvimento da sociedade e melhoria dos indicadores de saúde.

Integrar consumo e alimentação é preparar a sociedade para escolhas melhores

O trabalho conjunto do IPS Consumo e do Instituto Viva nasce da convicção de que informação qualificada é parte essencial da segurança dos alimentos. Unir ciência, direito do consumidor e comunicação educativa permite esclarecer temas complexos, fortalecer políticas públicas e apoiar empresas na adoção de melhores práticas, que incluem a reformulação proativa e o investimento em literacia em saúde.

A literacia em Saúde (LS) é um conceito multidimensional e fundamental na saúde pública e na nutrição. De forma concisa, e adotando a definição da Organização Mundial da Saúde (OMS), é “o grau em que os indivíduos têm a capacidade de obter, processar e entender as informações e os serviços básicos de saúde necessários para tomar decisões adequadas sobre sua saúde”. Não se trata apenas de saber ler ou escrever, mas sim de ter as competências cognitivas e sociais para agir de forma consciente no complexo sistema de saúde e no cotidiano.

“Quando aproximamos ciência e consumo, capacitando o cidadão para compreender a informação e incentivando a melhoria dos produtos na origem, criamos um ambiente mais seguro para o cidadão e mais previsível para o setor produtivo”, afirma Juliana Pereira, presidente do IPS Consumo.
“Informação clara transforma a relação das pessoas com os alimentos para um hábito alimentar que traga benefícios para o consumidor na busca de uma melhoria de qualidade de vida. Tudo isso ajuda a sociedade a evoluir”, complementa Georgia Castro, Presidente Instituto Viva.