
Durante a sessão de julgamento, ocorrida em 10 de dezembro, restou clara a posição de que a aprovação da fusão entre Petz e Cobasi pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), condicionada ao cumprimento de um Acordo em Controle de Concentrações (ACC), representa um marco no setor pet brasileiro e exige atenção permanente aos seus impactos concorrenciais e sociais. O processo, que contou com instrução complementar, audiência pública e participação ativa da sociedade civil, resultou em medidas específicas para mitigar riscos identificados no mercado físico, sobretudo no estado de São Paulo, onde há maior concentração de lojas.
Ainda, durante a sessão, a aprovação também considerou ver que o ACC final determina um conjunto de desinvestimentos que visa preservar o equilíbrio competitivo pós-fusão, permitindo que concorrentes tenham condições reais de atuação. A decisão dialoga com experiências internacionais, como o caso italiano citado durante o julgamento, no qual medidas de desinvestimento foram essenciais para evitar domínio excessivo em mercados locais.
A decisão ainda não foi divulgada pelo CADE, e as informações aqui apresentadas baseiam-se exclusivamente na Sessão de Julgamento realizada em 10.12.2025.
O IPSConsumo entende que a decisão do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) de aprovar a fusão entre Petz e Cobasi, ainda que com ressalvas, representa um ponto de atenção relevante no mercado pet brasileiro. Por se tratar de um setor essencial para milhões de famílias, a operação exige monitoramento permanente de seus efeitos sobre preços, diversidade de oferta e impactos no bem-estar animal.
Ao longo do processo, o Instituto manifestou preocupações centrais que permanecem válidas após a decisão. A elevada concentração pode pressionar o orçamento das famílias, reduzir alternativas de compra e enfraquecer pequenos estabelecimentos que compõem a base econômica do setor. Além disso, aumentos de custos costumam impactar diretamente o cuidado com os animais, diminuindo a aquisição de itens essenciais e elevando índices de abandono — um risco que não pode ser ignorado.
A efetividade da operação dependerá da robustez das condições impostas pelo órgão regulador e, sobretudo, da forma como forem monitoradas ao longo do tempo. O IPSConsumo atuará para assegurar mecanismos transparentes de acompanhamento de preços, diversidade de produtos e condutas comerciais, com participação social e possibilidade de revisão sempre que necessário.
O Instituto reforça que qualquer movimento de consolidação no mercado deve resguardar o interesse público. As salvaguardas previstas precisam se traduzir em proteção real, preservando a concorrência, os direitos do consumidor e o cuidado responsável com os animais. Este continuará sendo o compromisso do IPSConsumo diante dos desdobramentos da fusão..
O instituto reforça que qualquer movimento de consolidação deve resguardar o interesse público. “Seguiremos contribuindo tecnicamente para que as salvaguardas previstas se convertam em proteção real, garantindo que a operação avance sob parâmetros que preservem a concorrência, os direitos do consumidor e o cuidado responsável com os animais”, afirma Juliana Pereira.
O compromisso do IPS é assegurar que a consolidação do setor ocorra sob parâmetros que protejam a concorrência, os direitos do consumidor e o bem-estar animal — garantindo que a decisão do CADE resulte em benefícios reais para toda a sociedade.
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